Gravatas e moldura, ternos que nos couberam

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Anexo 1 – Uma Experiência Absurda

Livro: "Cultura: um conceito antropológico" - Roque de Barros Laraia
pág. 102
Nesta parte do livro, Laraia (2009) aborda o conteúdo da obra de “O superorgânico”, de Roger Kroeber que utiliza como exemplo duas experiências. Em todo caso, citarei a primeira:
Em uma história em que um rei egípcio desejava saber qual língua deveria se mundialmente falada, ordenou que algumas crianças fossem isoladas da sua espécie, tendo somente cabras como companhia e para o sustento.
Um tempo depois, foram visitar as criaças, já crescidas, e repararam que todas pronunciaram a palavra bekos, ou bek. O rei mandou averiguar em todos os países que terra possuía esse “idioma”. Com base no que haviam verificado nos outros países, essa palavra significava pão no idioma frígio, o rei então supôs que os jovens tivessem reclamando por comida e concluiu que eles usavam o idioma frígio como linguagem natural, que ele supunha existir, e que, portanto, era a essência da linguagem natural humana e deveria ser falada por todos (KROEBER apud LARAIA 2009, p. 102).
A palavra beck, falada pelas crianças, que se tratava de um simples reflexo, uma reprodução do grito das cabras. Não é difícil percebe o engano do rei em relação as suas conclusões. O rei se baseou no que “enxergou” ou no que queria ver para fazer tal afirmação. Por crer que havia uma língua universal e que todos deveriam falá-la, ele se precipitou e concluiu algo totalmente errôneo.

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